domingo, 28 de agosto de 2011

Dica aos fãs de carteirinha

Para a galera que curte um bom evento de anime e que é fã de tudo e mais um pouco, ou seja, os geeks de carteirinha. Ou mesmo nem tão fanáticos assim, que só querem conhecer um pouco mais sobre o gênero, tenho uma dica bem legal:

O evento de anime Anime Wings acontecerá no próximo domingo, dia 4 de setembro, na Unisuam de Bonsucesso. Lá você poderá ver estandes variados, com itens que todo fã gostaria de ter, exposição de fanzines, Animekê e outras atrações muito legais, que todos adoram ver em eventos.


Para mais informações e onde comprar ingresso adiantado, visite o site.

E o mais importante é que estarei lá para fazer uma pesquisa de elaboração de um documentário sobre culturas locais e como cada grupo se porta em diferentes locais, cujo tema principal do meu trabalho são eventos como esse. Tudo isso para a aula de Comunicação e Cultura da professora Cintia SanMartin Fernandes, na UERJ. Vai ser ótimo fazer essas análises na prática. Me acompanha?

domingo, 17 de julho de 2011

Conectado dia após dia

Ouço o que não quero escutar. Olho o que não desejo ver. Sei de tudo um pouco. Leio e fico a par de informações. Faço as de outros, palavras minhas. Ideias conjuntas, compartilhadas, repletas de pensamentos mútuos.
Vejo os demais, sei o que fazem, e invado a privacidade de quem é meu mero conhecido.
Conheço vidas e outras culturas. Exploro um mundo que não é meu. Atinjo o particular de cada um. Alguns amigos, outros apenas pessoas que conheci um dia.


Comumente me percebo perdida em pensamentos que não são meus, verbalizações virtuais e caminhos percorridos pelo desconhecido, memórias das quais nunca farei parte. Recordações estampadas em fotografias, em palavras, em vídeos que todos passam a compartilhar. Talvez eu acabe conhecendo-os, indiretamente, mais do que ouvindo falar, sabendo por terceiros, quartos e quintos. Aprendendo no caminho hábitos diferentes e modos de agir inspiradores.

Sou imersa em informações úteis e inúteis, sem poder distingui-las ou de forma produtiva, utilizá-las. O pensamento se torna real e este, tão claro, pronto para ser verbalizado, se torna um número ínfimo de caracteres em uma rede mundial.
Sou alvo de promessas e compartilho minha vida com quem devo e com quem não devo. Exponho-me. Sou vítima de sentimentos e conflitos alheios e aleatórios, que nada tem a ver com a minha vida. Perco-me.  Tento me encontrar. Assimilo. Procuro um refúgio e uma identificação através da tela.
Vejo imagens de momentos dos quais não presenciei. Noto as características dos outros, personalidades distintas e observo. Absorvo-as a mim, perdendo minha singularidade e unindo-me à massa. Não sou mais individual. Torno-me mais um.
Afirmo gostar de algo, sem mesmo saber do que realmente se trata (talvez sim, talvez não), só para que aquele momento em que avistei algo interessante fique marcado por data e hora.
Não é proposital, porém, sou intimada a participar, a apoiar causas que mal me atingem. O riso contagia e a lágrima comove. Os sentimentos não são mais escondidos, são divulgados à medida que a timidez é perdida. Ainda assim, não sinto o que os outros sentem. Procuro encontrar-me na multidão que se torna um, na hora em que o meio digital se apossa de seus sentidos. Dos alheios, fico alheia.

Tento ser eu mesma. Submirjo e compartilho. Estou online, conectada dia após dia. Faço parte.

Estas são as redes sociais. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Um Maroon 5 cada vez mais ousado e romântico

Falar de romance e de pop rock na atualidade é citar Maroon 5. A banda que vem conquistando fãs no mundo todo desde 2002, no disco “Hands All Over” revolucionou seu modo de fazer canções, mesclando desde groove, até funk e country. De uma maneira mais ousada, quase sensual e sem perder o típico romantismo dos álbuns anteriores, Adam Levine e companhia cativaram o público novamente.

Com os tradicionais temas amorosos e uma pitada de sex appeal, o disco “Hands All Over”, lançado no ano de 2010, representa desde a aceitação até a rejeição do amor, decepções, conquistas inacabadas, o querer estar junto, a paixão iminente e a estupefação do que é descobrir uma traição e o fim de uma relação, tudo isso com uma abordagem musical mais animada.

Em geral, a montagem do disco indica as fases de um relacionamento e, de uma forma mais picante – visto, inclusive, na imagem de capa do álbum -, traz músicas comerciais de refrão memorável, um tanto quanto piegas e uma das especialidades da banda, como “Misery” e “Never Gonna Leave This Bed”, que lembram bastante as faixas do primeiro disco de Maroon 5, “Songs About Jane”. Destacam-se, também, as versões acústicas destas. Podem ser ouvidas, ainda, canções ótimas por completo, cujos instrumentos igualam-se à letra melódica e ao vocal em termos de sonoridade. Por exemplo, “Hands All Over”, que nomeia o disco, e “Get Back in My Life”, são bem mais ousadas que as demais. Entre as mais lentas, há “Curtain Call”, “How” e “Out of goodbyes”, bem romântica, feita em parceria com a banda country Lady Antebellum, que, apesar de boas canções, deixam um pouco a desejar quando se vê o conjunto total do álbum. A bônus-track “Last Chance” e “Give a Little More” são duas dos achados do disco.

Ainda que misture diversos gêneros e gostos musicais, as baladinhas têm tudo para agradar aos fãs de pop romântico e angariar uma legião de ouvintes ainda maior.

A fuga da banda de Sir Paul McCartney

Sucesso de vendas e alvo de críticas elogiosas entre os anos 1973 e 1974, “Band on the Run” foi o álbum que marcou a carreira de Paul McCartney com a banda Wings, evidenciando que o ex-beatle podia fazer músicas maravilhosas sem a parceria de John Lennon.
Com uma sonoridade sem igual, é um senhor disco, sem clichês.

Como foi elaborado inicialmente, o álbum descreve a viagem de uma banda que quer se libertar e o fará a qualquer oportunidade, sem deixar de lado o sentimentalismo, presente em uma mistura de sons e sensações que só o ouvinte atento pode experimentar.


O apanhado de canções é como uma montanha-russa, com seus altos baixos, que se inicia com a música-título “Band on the Run”, passando por “Jet” e “Mrs.Vandebilt”, cujas intensidades e correria denotam a trajetória de fuga. “Bluebirds” vem para amenizar a situação e mostrar que músicos também amam, de forma que a melodia flui como se os sentimentos fossem pequenos sinos tocando dentro do próprio ser. Uma experiência similar ocorre em “Let me roll it”, na qual a paixão é evidenciada pelas batidas rítmicas de um coração.


O efeito de colagem e releitura das demais faixas que compõem o disco ocorre em “Picasso's Last Words (Drink To Me)” e “Nineteen Hundred And Eight Five”, marcada por agonia, agitação e desejo. A adrenalina de “Helen Wheels”, que não estava na montagem original do disco, traz a tona todo o ideal de “aproveitar a viagem”, sem arrependimentos ou receios. Já “Mamunia”, “No Words” e a faixa-bônus “Country Dreamer” denotam a ingenuidade da paixão, a beleza do platônico, e sua simplicidade do fazer acontecer. Elas fluem de forma natural e melodiosa, contrastando bem com as faixas mais agitadas, em um estilo bem “Beatle”.

O álbum mescla, ainda, agitação e calmaria com tal maestria que, em parte, justifica o fato sermos beatlemaníacos. É indispensável para qualquer fã de sir Paul ouvir “Band on the Run”. 

Cheguei à conclusão de que não escrevo para viver,
vivo para escrever.

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